"Final Fantasy XII" é um RPG de moldes clássicos, a própria tradição do jeito japonês de fazer games do gênero, que preza o roteiro linear. Muitos sustentam que títulos como esse, em que você "assiste" ao personagem em vez de encarná-lo, não é um RPG. Deixando questões filosóficas de lado, o fato é que "assistir" a "Final Fantasy XII" é muito divertido.Como nas edições anteriores - com exceção de "Final Fantasy XI", que é online - o progresso na história é guiado por um script pré-determinado. Enfim, haverá ações específicas para serem feitas na ordem, com exceção dos muitos extras que o game tem, intercalando aventura, exploração batalhas e cenas não-interativas.
Cada versão do game traz um universo próprio, fechado em si mesmo, com pouca ou nenhuma ligação entre os episódios. Os títulos apenas compartilham temas como naves voadoras e cristais míticos, que aparecem em diversos formatos ao longo da série. Isso não é muito diferente na 12ª edição, que nada tem a ver com os antecessores nesse quesito, mas traz um mundo já retratado no paralelo "Final Fantasy Tactics", e em "Vagrant Story". É que o principal nome na criação do game é Yasumi Matsuno, que dirigiu boa parte de "Final Fantasy XII" - até ser afastado devido a uma estafa mental - e é o idealizador dos dois jogos citados.
O cenário do game é o mundo de Ivalice, governado por entidades conhecidas como Judges, uma mistura de general e juiz, blindados da cabeça aos pés com uma opressora armadura. As paisagens desse mundo, apesar de variadas, é como uma mistura da Europa medieval com "Star Wars", principalmente pelas naves e as criaturas excêntricas.
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