quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Prince of Persia 3 Two Thrones

A quem já jogou um dos dois episódios passados, basta dizer que, essencialmente, o funcionamento do game é o mesmo. Quer dizer, o príncipe protagonista deverá percorrer diversos ambientes usando suas habilidades acrobáticas. Cada local é como um quebra-cabeça que, para ser ultrapassado, exige que se usem movimentos específicos para subir em vãos, pilares e plataformas. Além disso, há diversos combates, mas desta vez com novidades.

As fases iniciais, como de praxe, funcionam como um tutorial para conhecer os movimentos do personagem, que não são poucos: correr, pular, agarrar em vãos, correr pelas paredes estão entre as habilidades básicas do guerreiro, que também dispõe de truques mais ao estilo "ninja", como pular com o auxílio da parede, usar a faca como apoio em superfícies verticais ou girar em barras como se fosse um ginasta olímpico para, depois, usar o impulso com o intuito de saltar mais longe.

Todos esses movimentos, e mais alguns, são usados para avançar pelas fases, compostas por plataformas, barras, andaimes, vãos e um sem-números de objetos e armadilhas. Quanto mais se avança, mais complicados ficam os ambientes, exigindo boa destreza manual para fazer os movimentos de forma rápida e precisa.

Basicamente, um movimento em falso significa a morte do herói, fazendo com o que o jogador recomece de pontos pré-estabelecidos. Isso muda um pouco depois que você adquire as areias do tempo, que lhe permite voltar no tempo em caso de erros. A progressão do game é linear, mas há espaços para explorações, com segredos escondidos em passagens paralelas, por exemplo.

Apesar desses "quebra-cabeças ambientais" serem muito bem feitos, como sempre eles exigem doses equilibradas de imaginação e habilidade manual, mecânica de tentativa e erro que pode irritar os menos pacientes. Mas, no geral, os desafios providenciam boa satisfação, ainda mais porque estão integrados às batalhas, permitindo que se mate os inimigos silenciosamente. "Prince of Persia: The Two Thrones" fecha com chave de ouro a trilogia. Pode não causar o mesmo impacto da primeira versão, mas supera o segundo episódio. A ação furtiva acrescenta valor à série, ao mesmo tempo em que mantém os já consagrados quebra-cabeças integrados aos ambientes e a habilidade de controlar o tempo. Agora, a franquia pode partir em paz para a nova geração de consoles com a certeza do dever cumprido.
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